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Ai meu amor
que amor é esse da gente?
esse amor que hora é pulgente
e dia seguinte é só horror
ai ai meu amor
que amor sujo e fedido
amor de sucata,falido
não quero mais, obrigada
nem se for obrigada.
Que mentiras lavadas
que palavras usadas
cansei de tanta lágrima de sabão
Enquanto tento me sentir culpada
você faz pior
e me faz esperar sentada por alguma explicação
Não é questão de raiva
nem de rancor
longe de mim amor!
mas o amor é um quarto tão limpo
qualquer sujeira tira seu louvor
Eu juro que empurrei a sujeira para debaixo do tapete
ignorei mentiras, decepções e cansaço
mas chega um dia
que a alegria dá espaço a ALERGIA
e não falo para rimar, ou coisa parecida
mas sua imagem me irrita a pele, me coça a barriga
me avermelha o nariz e me assemelha ao nada.
NADA
NADA
NADA
NADA
Eis aqui, onde a velha estrada nos levou
ao nada,a RUÍNA, ao nada, a ROTINA.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Mito do insubstituível ( e eu achando que o amor existia)
A verdade meu amor, a triste verdade
é que não existe a saudade
nos braços de outro alguém
e esse alguém pode ser eu, assim como pode ser você
almas gêmeas estão no mercado a se vender
e quando eu perguntou se me ama
você responde que sim
mas não é só pra mim
mas não é só pra mim.
..... e eu achando que o amor existia
e você se calava
só ria
só ria.
é que não existe a saudade
nos braços de outro alguém
e esse alguém pode ser eu, assim como pode ser você
almas gêmeas estão no mercado a se vender
e quando eu perguntou se me ama
você responde que sim
mas não é só pra mim
mas não é só pra mim.
..... e eu achando que o amor existia
e você se calava
só ria
só ria.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
despedida (de novo, de novo)
Ela não sabia amar.Amava desmedido, e amor não pode ser assim. Amor é calmo, constante, conformado.Ela amava ardido primeiro,
moléculas agitadas,coração quase saindo do peito. Depois o amor virava gelo ralo, aquele do fundo do freezer que fica ali,
triste e insignificante por muito tempo até alguém tomar coragem e resolver descongelar o freezer.
Ela não sabia amar, repetia para si mesma enquanto fazia aquele caminho, o antigo caminho de volta para casa. Já tinha feito aquele
caminho com tantos homens, sempre o caminho da despedida. Andava olhando para o chão, fingindo ter frio, enquanto eles
andavam trocando as pernas, com os olhos marejados e coração inconformado.Aqueles homens, lindos homens, altos, másculos
e divertidos, que há meses atrás faziam ela temer perde-los, aqueles homens agora só desejavam voltar no tempo, tê-la de novo.
Eles iam embora pensando que perderam a mais fina flor, a achando a única, a achando uma linda princesa a qual valia a vida
poder estar junto.Ela carregava sob os ombros o peso de destruir um coração a qual tanto tempo havia cuidado, ela carregava
o peso que tem o assassino, o assaltante, o carrasco.No final sentia um grande alívio, mas esse nunca era maior do que o
sentimento de repúdio por si mesma.
Por que havia então se sempre arranjar alguém para machucar?
ah, ela tinha aquela mania, aquela velha mania de carinho nas tardes de domingo, de ligações no fim de noite, de reclamar
das toalha jogadas em cima da cama e de receber massagem após um longo dia.
moléculas agitadas,coração quase saindo do peito. Depois o amor virava gelo ralo, aquele do fundo do freezer que fica ali,
triste e insignificante por muito tempo até alguém tomar coragem e resolver descongelar o freezer.
Ela não sabia amar, repetia para si mesma enquanto fazia aquele caminho, o antigo caminho de volta para casa. Já tinha feito aquele
caminho com tantos homens, sempre o caminho da despedida. Andava olhando para o chão, fingindo ter frio, enquanto eles
andavam trocando as pernas, com os olhos marejados e coração inconformado.Aqueles homens, lindos homens, altos, másculos
e divertidos, que há meses atrás faziam ela temer perde-los, aqueles homens agora só desejavam voltar no tempo, tê-la de novo.
Eles iam embora pensando que perderam a mais fina flor, a achando a única, a achando uma linda princesa a qual valia a vida
poder estar junto.Ela carregava sob os ombros o peso de destruir um coração a qual tanto tempo havia cuidado, ela carregava
o peso que tem o assassino, o assaltante, o carrasco.No final sentia um grande alívio, mas esse nunca era maior do que o
sentimento de repúdio por si mesma.
Por que havia então se sempre arranjar alguém para machucar?
ah, ela tinha aquela mania, aquela velha mania de carinho nas tardes de domingo, de ligações no fim de noite, de reclamar
das toalha jogadas em cima da cama e de receber massagem após um longo dia.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Moreno.
Depois do sol, vem o vento
a cobrir os sorrisos, a disfarçar os olhos
depois de mim vem você
sereno que dói, moreno que ri
caminhando por uma praia qualquer
pintando o quadro mais bonito que já vi
ai, é tão óbvio você
é tão óbvio nós dois.
sigo nosso caminho de encontro ao mar e eu deixo a onda me levar
até minha ilha-você.
(também antiga, saudades.)
a cobrir os sorrisos, a disfarçar os olhos
depois de mim vem você
sereno que dói, moreno que ri
caminhando por uma praia qualquer
pintando o quadro mais bonito que já vi
ai, é tão óbvio você
é tão óbvio nós dois.
sigo nosso caminho de encontro ao mar e eu deixo a onda me levar
até minha ilha-você.
(também antiga, saudades.)
Brisa você
Você? Brisa desconcertante, soprando mais e mais, refrescando até o mais
quente dos asfaltos que piso. Desconcertante, me entenda bem, de nada tem a ver
com incoveniente. Usei desconcertante por um único motivo,claro, porém pouco óbvio,
brisa se pensa leve, suave, passageira, que mal altera coisa alguma. Você
é suave, de pele, de voz, de pensamento, leve, tão leve que quase me leva
contigo quando voa indo embora. Mas está longe de não movimentar coisa alguma,
é uma brisa que move o mundo, que faz voar todos os grãos do deserto, até
formar montes de areias jamais imagináveis e jamais vistos inteiros a olho nu,
montes-de-pensamentos-meus.
Passageiro? jamais. No começo, veio brisa quente, ardente demais, que quase
incomodava de tão ardida.Ardia o corpo, a alma, ardia os olhos, parecia que todo
o mundo ardia. Mas é como todas as vezes, você senta, se acalma,toma um copo d'água
e pensa que hora ou outra passa, hora ou outra vai ser como se nunca tive acontecido.
Mas aí,como de costume levantei, de cara lavada, esperando recomeçar a viver, como todas
as outras vezes. Mas não, você é brisa que entrou, encheu meus espaços vazios, deu
vida a partes do meu corpo e alma antes esquecidas ou até jamais encontradas por alguém.
Eu nunca entendi a materialização do amor como o CORAÇÃO, que é um orgão tão feio, meio marrom,
sem forma definida, nada parecido com a figura bonita, vigorosa e avermelhada
que desenhamos no cantinho do caderno.Mas dia desses eu olhei para
você, como quem não quer nada, como quem olha para janela durante
minutos distraído com a imagem tão bonita que você nunca se cansará
de testemunhar, e senti um queimar bem ali, no coração, juro.
Um ardido inexplicável,e ao mesmo tempo uma brisa refrescante que
quase me fez flutuar, tudo ali, dentro do coração.
Não sei se realmente descobri o porque dessa relação maluca entre o
orgão e o sentimento, ou se apenas percebi
tal relação sendo real por ter entrado nesse grupo de loucos, os que amam.
(esse é bem antigo, deve ter quase 1 ano)
quente dos asfaltos que piso. Desconcertante, me entenda bem, de nada tem a ver
com incoveniente. Usei desconcertante por um único motivo,claro, porém pouco óbvio,
brisa se pensa leve, suave, passageira, que mal altera coisa alguma. Você
é suave, de pele, de voz, de pensamento, leve, tão leve que quase me leva
contigo quando voa indo embora. Mas está longe de não movimentar coisa alguma,
é uma brisa que move o mundo, que faz voar todos os grãos do deserto, até
formar montes de areias jamais imagináveis e jamais vistos inteiros a olho nu,
montes-de-pensamentos-meus.
Passageiro? jamais. No começo, veio brisa quente, ardente demais, que quase
incomodava de tão ardida.Ardia o corpo, a alma, ardia os olhos, parecia que todo
o mundo ardia. Mas é como todas as vezes, você senta, se acalma,toma um copo d'água
e pensa que hora ou outra passa, hora ou outra vai ser como se nunca tive acontecido.
Mas aí,como de costume levantei, de cara lavada, esperando recomeçar a viver, como todas
as outras vezes. Mas não, você é brisa que entrou, encheu meus espaços vazios, deu
vida a partes do meu corpo e alma antes esquecidas ou até jamais encontradas por alguém.
Eu nunca entendi a materialização do amor como o CORAÇÃO, que é um orgão tão feio, meio marrom,
sem forma definida, nada parecido com a figura bonita, vigorosa e avermelhada
que desenhamos no cantinho do caderno.Mas dia desses eu olhei para
você, como quem não quer nada, como quem olha para janela durante
minutos distraído com a imagem tão bonita que você nunca se cansará
de testemunhar, e senti um queimar bem ali, no coração, juro.
Um ardido inexplicável,e ao mesmo tempo uma brisa refrescante que
quase me fez flutuar, tudo ali, dentro do coração.
Não sei se realmente descobri o porque dessa relação maluca entre o
orgão e o sentimento, ou se apenas percebi
tal relação sendo real por ter entrado nesse grupo de loucos, os que amam.
(esse é bem antigo, deve ter quase 1 ano)
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
e eu perguntei: será que sou Flor?
Será que sou flor
como esses homens pensam?
porque será então, Senhor dos amores
que a nenhum beija-flor eu me sinta pertencente?
porque será que dentre outras flores
me chegam esses amores, fiéis, de sorriso e pureza no peito
e eu me salgo de lágrimas escuras
por ninguém querer por mais de um inverno rigoroso?
porque será, mestre do mundo
que eu juro amor profundo, e sinto (não minto)
e se passa um segundo, já quero outro raiar
já quero outro beijar?
Não sei que tal maldição é essa
desmodesta
de chorar por ninguém querer
enquanto ao redor tantas choram amores não correspondidos
sonhos traídos
sorrisos perdidos
será que meu coração ou não existe, ou não é são
ou ainda não achou um fio qualquer de vida
para me tirar a ferida de só ferir quem eu quis bem?
Peço ardência por mais de um segundo
peço preferência por só um mundo
peço a delicadeza de uma mulher flor
devota ao seu amor
peço o choro pelo meu amado, e o sorriso desesperado
ao vê-lo entrando pela portinha
peço para acha-lo mais lindo a cada dia
e para ter agonia quando ele se vai.
peço para ele me ligar sempre de noitinha, e que
sempre perto das 19 eu sinta um calafrio de amor
bobinho.
como esses homens pensam?
porque será então, Senhor dos amores
que a nenhum beija-flor eu me sinta pertencente?
porque será que dentre outras flores
me chegam esses amores, fiéis, de sorriso e pureza no peito
e eu me salgo de lágrimas escuras
por ninguém querer por mais de um inverno rigoroso?
porque será, mestre do mundo
que eu juro amor profundo, e sinto (não minto)
e se passa um segundo, já quero outro raiar
já quero outro beijar?
Não sei que tal maldição é essa
desmodesta
de chorar por ninguém querer
enquanto ao redor tantas choram amores não correspondidos
sonhos traídos
sorrisos perdidos
será que meu coração ou não existe, ou não é são
ou ainda não achou um fio qualquer de vida
para me tirar a ferida de só ferir quem eu quis bem?
Peço ardência por mais de um segundo
peço preferência por só um mundo
peço a delicadeza de uma mulher flor
devota ao seu amor
peço o choro pelo meu amado, e o sorriso desesperado
ao vê-lo entrando pela portinha
peço para acha-lo mais lindo a cada dia
e para ter agonia quando ele se vai.
peço para ele me ligar sempre de noitinha, e que
sempre perto das 19 eu sinta um calafrio de amor
bobinho.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Dois balões
Eu pareço vazia
como se os dias que tivessem passado
fossem um segundo de brisa que passou
enquanto eu fechava meus olhos.
Me falta essência
me faltao ego e misericórdia qualquer
me falta o tudo e sobra o nada
quem me preenche totalmente
como um balão assoprado.
um balão perdido
subindo subindo....
subindo?
ainda tentará me alcançar no dia seguinte
pulando,na ponta dos pés, em cima dos ombros de alguém?
ou desistirá durante a tarde
onde o céu é rosa e as moças também?
Nem mesmo te peço coisa alguma
nem mesmo aceito que me peças
mas cá, entre dois balões vazios
sozinhos somos rios, juntos somos mar
prometa me esperar, sem me prometer
fala que me ama baixinho, que só eu vou entender.
cá entre nós,demos nós, que só uma palavra pode desatar
e de nó no coração, só entende quem é balão.
(Todos os textos desse blog são de minha autoria, só para responder a pergunta de um dos comentários.)
como se os dias que tivessem passado
fossem um segundo de brisa que passou
enquanto eu fechava meus olhos.
Me falta essência
me faltao ego e misericórdia qualquer
me falta o tudo e sobra o nada
quem me preenche totalmente
como um balão assoprado.
um balão perdido
subindo subindo....
subindo?
ainda tentará me alcançar no dia seguinte
pulando,na ponta dos pés, em cima dos ombros de alguém?
ou desistirá durante a tarde
onde o céu é rosa e as moças também?
Nem mesmo te peço coisa alguma
nem mesmo aceito que me peças
mas cá, entre dois balões vazios
sozinhos somos rios, juntos somos mar
prometa me esperar, sem me prometer
fala que me ama baixinho, que só eu vou entender.
cá entre nós,demos nós, que só uma palavra pode desatar
e de nó no coração, só entende quem é balão.
(Todos os textos desse blog são de minha autoria, só para responder a pergunta de um dos comentários.)
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