e então a luz se faria
e da noite o que seria?
e a amargura morreria
se eu tivesse aquele amor
aquele amor por mais um dia
e os pessimistas o que diriam
vendo estampadas nas moças alegria
moças que a rosa cherariam
e com os outros, o que sucede
se nosso amor por si impede
de existir algo maior
e do só o que seria
se nosso amor estaria
desenhado em cada sol
e do sol,pobre sol, como brilharia
se eu brilharia muito mais
se eu tivesse aquele amor,aquele amor por mais um dia
e as moças chorariam
rios e rios sem parar
e para os céus pediriam
amores que pudessem com o nosso comparar
e do nosso mundo o que seria
se está sujo, quase sem magia
tanta magia não poderia aguentar!
e o ódio,será que aguentaria
ser apunhalado por tanta alegria
ver o seu sorriso sem chorar?
e meu coração será que poderia
ter seu amor por mais um dia
o amor que deixei escapar?
domingo, 22 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Sobre vida,samba e outros temporais
Eu requebro pela vida como negra de samba
mas esse samba ninguém me ensinou a sambar
mato os problemas na cintura
nenhum problema me atura
nenhum mal há de me torturar
mas essa preta tem tristezas
que as vezes nem com proezas consegue disfarçar
e chora calada ou sorrindo
fala que não se importa fingindo
que a vida é fácil de levar
é torta de palavras e amores
esbelta mas cheia de dores
de tanto da vida apanhar
e quanto aos problemas maiores
aí só lhe resta sambar
que venham temporais e tempestades
que a nega se faz majestade
na porta da escola a sambar
mas esse samba ninguém me ensinou a sambar
mato os problemas na cintura
nenhum problema me atura
nenhum mal há de me torturar
mas essa preta tem tristezas
que as vezes nem com proezas consegue disfarçar
e chora calada ou sorrindo
fala que não se importa fingindo
que a vida é fácil de levar
é torta de palavras e amores
esbelta mas cheia de dores
de tanto da vida apanhar
e quanto aos problemas maiores
aí só lhe resta sambar
que venham temporais e tempestades
que a nega se faz majestade
na porta da escola a sambar
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Amor a 50 centavos
Amor a 50 centavos
ser amado por uns cruzados
que hoje em dia é o jeito mais fácil
já que o amor é tão descartável
a gente resolve e até abre negócio
que esse negócio do coração parece complicado
mas sabe que não é não!
É besteira se achar diferente
só muda o endereço ou muda o nome da gente
e as vezes nem isso!
não sei pra que então tanto reboliço
ninguém na verdade se importa
sai uma pela janela entra outra pela porta
muda a moça mas você recita a mesma canção
muda o buquê mas é o mesmo cartão.
não quero mais me enganar
se ele vai chorar hoje por mim e amanhã por fulana
e pobre da fulana, porque depois vem a ciclana
e depois sabe lá mais quem, a fila vai além do que posso querer enxergar.
ser amado por uns cruzados
que hoje em dia é o jeito mais fácil
já que o amor é tão descartável
a gente resolve e até abre negócio
que esse negócio do coração parece complicado
mas sabe que não é não!
É besteira se achar diferente
só muda o endereço ou muda o nome da gente
e as vezes nem isso!
não sei pra que então tanto reboliço
ninguém na verdade se importa
sai uma pela janela entra outra pela porta
muda a moça mas você recita a mesma canção
muda o buquê mas é o mesmo cartão.
não quero mais me enganar
se ele vai chorar hoje por mim e amanhã por fulana
e pobre da fulana, porque depois vem a ciclana
e depois sabe lá mais quem, a fila vai além do que posso querer enxergar.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Pra quem souber do amor ( venha me contar)
Tanto que se quer florescer o amor
que se arranca a flor antes de nascer
eu sei, é dificil ver
rearranjar encontros,eternizar contos
enquanto tudo é tão vão
ai, mas tudo é tão fulgaz
então como a gente faz?
pra manter um amor, que nem se criou
e já vai morrer
eu não sei se ainda consigo rir
dos nossos pés desconcertados
dos nossos corações despedaços
eu já nem sei quem sou
como saberei quem somos nós?
Será que você sorri
ou fui em quem vi
nessa confusão,um quê de graça
nessa solidão?
Ah ,se eu souber do amor
posso te contar
no vento a soprar
se alguma paciência ainda lhe restar
que se arranca a flor antes de nascer
eu sei, é dificil ver
rearranjar encontros,eternizar contos
enquanto tudo é tão vão
ai, mas tudo é tão fulgaz
então como a gente faz?
pra manter um amor, que nem se criou
e já vai morrer
eu não sei se ainda consigo rir
dos nossos pés desconcertados
dos nossos corações despedaços
eu já nem sei quem sou
como saberei quem somos nós?
Será que você sorri
ou fui em quem vi
nessa confusão,um quê de graça
nessa solidão?
Ah ,se eu souber do amor
posso te contar
no vento a soprar
se alguma paciência ainda lhe restar
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Pedaços
Pedaços
reclamam ser pedaço quando tudo esta acabado, as cartas
estão rasgadas, a cama fria,o telefone que não chama.
sem saber que sempre foram e sempre serão pedaços,
pedaços incompletos, errados e ainda sim complexos
e nunca passíveis de entedimento total.
Somos pedaços, pedaços de cada chão que já pisamos,
cada ar que já nos
acariciou e cada mão que já nos esbofeteou o rosto.
Somos pedaços , de cor e forma indescritíveis,pedaços
assim sem explicação.
Pode-se acreditar em grandes histórias para sermos tais
pedaços ou apenas acreditar que somos porque é assim que é.
Tem gente que ainda discute,bate o pé, não quer ser pedaço,
quer ser inteiro, não quer depender de outro pedaço para se
torna entendível,objeto completo, nomeável.
É tão perigoso mesmo se encostar em outro pedaço, passar a
ter um nome e uma forma,e pior de tudo, gostar disso, e correr
o risco de um dia voltar a ser pedaço.
Uns se negam a aceitar outro pedaço , talvez por medo, talvez
por querer ser só um pedaço mesmo, outros aceitam, se aventuram,
quase sempre voltam a serem pedaços e depois a serem objetos e depois
a serem pedaços, quase num ciclo sem fim.
Eu já fui tantos objetos, e já voltei tantas vezes a ser meu bom e
velho pedaço que pouco me atrevo a palpitar em qual objeto eu irei
parar, mas as vezes dá aquela impressão que eu achei
o pedaço certo e que quero ser dessa forma, desse jeito, desse pedaço pra sempre.
reclamam ser pedaço quando tudo esta acabado, as cartas
estão rasgadas, a cama fria,o telefone que não chama.
sem saber que sempre foram e sempre serão pedaços,
pedaços incompletos, errados e ainda sim complexos
e nunca passíveis de entedimento total.
Somos pedaços, pedaços de cada chão que já pisamos,
cada ar que já nos
acariciou e cada mão que já nos esbofeteou o rosto.
Somos pedaços , de cor e forma indescritíveis,pedaços
assim sem explicação.
Pode-se acreditar em grandes histórias para sermos tais
pedaços ou apenas acreditar que somos porque é assim que é.
Tem gente que ainda discute,bate o pé, não quer ser pedaço,
quer ser inteiro, não quer depender de outro pedaço para se
torna entendível,objeto completo, nomeável.
É tão perigoso mesmo se encostar em outro pedaço, passar a
ter um nome e uma forma,e pior de tudo, gostar disso, e correr
o risco de um dia voltar a ser pedaço.
Uns se negam a aceitar outro pedaço , talvez por medo, talvez
por querer ser só um pedaço mesmo, outros aceitam, se aventuram,
quase sempre voltam a serem pedaços e depois a serem objetos e depois
a serem pedaços, quase num ciclo sem fim.
Eu já fui tantos objetos, e já voltei tantas vezes a ser meu bom e
velho pedaço que pouco me atrevo a palpitar em qual objeto eu irei
parar, mas as vezes dá aquela impressão que eu achei
o pedaço certo e que quero ser dessa forma, desse jeito, desse pedaço pra sempre.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Homem do sapato marrom
Hoje me deu aquela saudades dele, AQUELA. Não a outra, de desespero, de puxar cabelos, de rasgar o coração, de incêndio.
Me deu a saudades mansa, de suspiro, de apoiar o queixo sobre as mãos e lembrar e sentir saudades e querer não sentir.
Fiz o caminho de carro que nós fizemos na última vez, nunca a linha amarela tinha ficado tão linda e esperançosa quanto naquele dia
Ele sabia, sabia que a estrada estaria linda, então de propósito fez questão de estar lindo também.
Só porque o sol brilhava amarelo ele quis ser amarelo também.Logo ele que se vestia para ir para esses lugares como quem vai comprar um pãozinho na padaria, logo ele nesse dia estava de amarelo, uma blusa social amarela e linda, e uma calça jeans também linda,mas não amarela, é claro, e aqueles sapatos que só os papais e homens de negócios usam para ir trabalhar no centro, daquele tipo que se engracha e tudo, mas não os pretos, os pretos são de papais de 60 anos ou de homens sem nenhum charme
a encrementar, daqueles que comem mc donalds no centro da cidade e mancham a gravata vermelha com o molho especial e picles.
O dele não, o dele era aquele tom abaixo demarrom,aquele tom de madeira clara corrida de uma casa novinha em folha, aquele tom que só se olhar pros sapatos você sabe que o homem está usando um perfume maravilhoso e dá vontade de andar com ele, o homem e também o sapato, por Paris, não de mãos dadas que aí seria com homens de
tênis, mas sim sendo carregada nos braços, e
rodopiada a luz do dia, enquanto ele me explicava a história de cada monumento, e também teria vento, balançando meu chapéu, e também tinha ele, bagunçando meus sentidos.
Me deu a saudades mansa, de suspiro, de apoiar o queixo sobre as mãos e lembrar e sentir saudades e querer não sentir.
Fiz o caminho de carro que nós fizemos na última vez, nunca a linha amarela tinha ficado tão linda e esperançosa quanto naquele dia
Ele sabia, sabia que a estrada estaria linda, então de propósito fez questão de estar lindo também.
Só porque o sol brilhava amarelo ele quis ser amarelo também.Logo ele que se vestia para ir para esses lugares como quem vai comprar um pãozinho na padaria, logo ele nesse dia estava de amarelo, uma blusa social amarela e linda, e uma calça jeans também linda,mas não amarela, é claro, e aqueles sapatos que só os papais e homens de negócios usam para ir trabalhar no centro, daquele tipo que se engracha e tudo, mas não os pretos, os pretos são de papais de 60 anos ou de homens sem nenhum charme
a encrementar, daqueles que comem mc donalds no centro da cidade e mancham a gravata vermelha com o molho especial e picles.
O dele não, o dele era aquele tom abaixo demarrom,aquele tom de madeira clara corrida de uma casa novinha em folha, aquele tom que só se olhar pros sapatos você sabe que o homem está usando um perfume maravilhoso e dá vontade de andar com ele, o homem e também o sapato, por Paris, não de mãos dadas que aí seria com homens de
tênis, mas sim sendo carregada nos braços, e
rodopiada a luz do dia, enquanto ele me explicava a história de cada monumento, e também teria vento, balançando meu chapéu, e também tinha ele, bagunçando meus sentidos.
Assinar:
Postagens (Atom)